Tópicos Relevantes sobre Bioeconomia e Sustentabilidade: Reflexões a partir do EPBIO 2023 com Destaque para a Participação da Futuro Florestal

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No último dia 08/11, o diretor comercial da Futuro Florestal, Rodrigo Ciriello, participou como palestrante convidado do EPBIO 2023 – XV Encontro Paulista de Biodiversidade, com a palestra “Dinâmica do Comércio de Produtos Florestais Madeireiros: Demandas, Aspectos Econômicos e Desafios”.

O evento foi muito rico de conteúdo com assuntos bem pertinentes ao momento atual que estão no foco dos tomadores de decisão do governo do Estado de São Paulo, e do Brasil como um todo.

O dia começou com uma excelente abertura dos organizadores da SEMIL (Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística), que abordou de forma geral os temas do dia e deu uma prévia sobre o Programa Refloresta SP, que é capitaneado pelo estado, e depois iniciou as palestras da manhã, que culminou no final das apresentações com uma mesa redonda de discussões, perguntas e respostas, com o tema, “MESA PROGRAMA REFLORESTA-SP – Desenvolvimento Sustentável e Conservação dos Recursos Naturais”, e teve a mediação muito bem realizada pela Zezé Zákia, engenheira florestal que tem vasta experiência na assessoria ambiental e nos programas desenvolvidos pelo estado.

A palestra do professor da Esalq/USP e hoje integrante da Re.green, Pedro Brancalion, abordou os diferentes modelos de florestas multifuncionais e sua interação com a restauração, na sequência uma palestra bem interessante com um especialista do sistema Voisin para criação de bovinos, Humberto Sorio Junior, que teve um contraponto interessante na palestra seguinte sobre sistemas agroflorestais realizada pela Denise B. Amador do Mutirão Agroflorestal, sendo complementados com as palestras de integrantes da SEMIL, o Rafael Chaves falando do Programa Refloresta e suas tecnologias de monitoramento e suporte da recuperação ambiental e finalizando a manhã com a palestra de Isabel Barcellos, diretora da SEMIL, complementando com as ferramentas tecnológicas do SARE para monitoramento da restauração.

Na parte da tarde tivemos as palestras dos demais convidados para abordar o assunto da bioeconomia, onde foram abordados temas que envolvem desde a produção de madeira nativa, frutas da Mata Atlântica e Cerrado, até o crédito de carbono, finalizando com a formação de uma nova mesa redonda com o tema MESA DA BIOECONOMIA – Promoção de Produtos e Serviços Sustentáveis, que foi mediado pelo Fernando Henrique de Souza, que teve muita sabedoria para abordar as perguntas da plateia e inserir assuntos fundamentais desta temática da bioeconomia.

Rodrigo Ciriello abordou diversos dos temas relacionados a produção e comercialização das madeiras nobres tropicais que a Futuro Florestal vem produzindo de forma sustentável em áreas próprias e de seus clientes em todo Brasil, ressaltando os desafios e oportunidades deste mercado, com destaque para temas ligados a legislação, comercialização dos desbastes, linhas de crédito para o setor, os avanços que temos em pesquisa e tecnologia com as espécies nativas, como o melhoramento genético e os gargalos que precisam de atenção especial.

Outros temas muito bacanas abordados no período da tarde foram as palestras da Annie Felix Groth, da Biofílica Ambipar, abordando de forma muito transparente as oportunidades do mercado de carbono para bioeconomia, a palestra do Rafael Feltran Barbieri da WRI Brasil, que abordou as oportunidade de negócio da bioeconomia da restauração na Amazônia, e para fechar com chave de ouro as palestras de duas produtoras que estão fazendo a diferença na prática utilizando espécies nativas para produção frutas nativas, já entrando na agroindústria, verticalizando a produção, uma delas foi a Izabel Castanha Gil, da Latitude 21 Frutos Nativos e Produtos Regionais, de Flórida Paulista, falando dos frutos do jatobá e seus potenciais, e a Camila B. Asmussem, que mostrou a produção de sorvetes e polpas dos frutos da Mata Atlântica, cambucí, juçara, uvaia e jaboticaba, através de sua empresa Asmussem Comércio e Consultoria, na região de Natividade de Serra.

Depois do evento todos foram convidados para experimentar os deliciosos sorvetes de frutas da Mata Atlântica em um papo descontraído com os palestrantes.

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Tectona grandis

Teca

Sobre a espécie

A Teca Tectona grandis é uma espécie asiática reconhecida mundialmente pela produção de madeira tropical de alta qualidade, resistência e excelente estabilidade dimensional. Apresenta fuste reto, bom desempenho silvicultural e elevado valor comercial, sendo amplamente utilizada em plantios comerciais. Desenvolve-se melhor em clima tropical, com verão chuvoso e inverno seco, em solos profundos, férteis e bem drenados, não tolerando geadas. Sua madeira apresenta baixa contração, resistência à umidade e boa durabilidade, sendo muito valorizada na produção de móveis, decks, revestimentos, laminação e construção naval.

FICHA TÉCNICA

Ciclo de corte

25 - 35 anos

CLIMA IDEAL

1.200 mm a 2500 mm / 13ºC a 45ºC, clima tropical úmido, com verão chuvoso e inverno seco

Espaçamento ideal

3x3 a 4x2

TIPO

Exótica Asiatica

BIOMA

Florestas tropicais de monção

MERCADO

Nacional e exportação

Finalidades e usos

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