Crédito dá impulso a reflorestamento, mas cadeia ainda enfrenta gargalos

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A experiência de quem produz mudas nativas há 20 anos e lidera a associação de produtores do setor ajuda a compreender os desafios da restauração florestal no Brasil.

Rodrigo Ciriello, sócio e diretor comercial da Futuro Florestal, foi entrevistado pelo Valor Econômico, na condição de presidente da Nativas Brasil – Associação Brasileira dos Produtores de Sementes e Mudas Nativas, sobre os gargalos da cadeia de sementes e mudas nativas e sua importância para ampliar a restauração no país.

Os temas abordados fazem parte da realidade de empresas produtoras como a Futuro Florestal: planejamento da produção, acesso ao crédito e alinhamento entre viveiros e responsáveis pelos projetos.

Produzir uma muda exige antecedência de pelo menos 6 a 8 meses e mobiliza um capital intensivo, o chamado custeio da produção. Quando as encomendas chegam apenas no início das chuvas, o tempo disponível para produzir já é insuficiente.

Antecipar a demanda permite aos viveiros organizar a aquisição de sementes e insumos, dimensionar equipes e preparar a produção para o período de plantio, além de conseguir produzir as espécies que o projeto precisa, haja visto que alguns projetos e editais tem tantas especificações de espécies, como classe sucessional, percentual de ameaçadas, zoocóricas, além de tamanho, quantidade de pares de folhas, entre outros detalhes que só sabendo com boa antecedência para conseguir atender o pedido.

O financiamento também é decisivo. Os viveiros precisam investir meses antes da entrega das mudas, enquanto o acesso às linhas de crédito e o conhecimento sobre elas ainda representam desafios para o setor.

Na Futuro Florestal, nossa atuação na produção de mudas nativas, na silvicultura, agrofloresta e na restauração ecológica e produtiva reforça a importância de aproximar o planejamento dos projetos da realidade dos viveiros. Essa experiência também contribui de forma primordial para a participação do nosso diretor comercial, Rodrigo Ciriello no debate setorial, por meio da Nativas Brasil.

Ampliar a restauração florestal e os projetos de carbono passa por fortalecer quem produz e planejar, desde o início, seja a coleta das sementes como a produção e fornecimento das mudas nativas.

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Tectona grandis

Teca

Sobre a espécie

A Teca Tectona grandis é uma espécie asiática reconhecida mundialmente pela produção de madeira tropical de alta qualidade, resistência e excelente estabilidade dimensional. Apresenta fuste reto, bom desempenho silvicultural e elevado valor comercial, sendo amplamente utilizada em plantios comerciais. Desenvolve-se melhor em clima tropical, com verão chuvoso e inverno seco, em solos profundos, férteis e bem drenados, não tolerando geadas. Sua madeira apresenta baixa contração, resistência à umidade e boa durabilidade, sendo muito valorizada na produção de móveis, decks, revestimentos, laminação e construção naval.

FICHA TÉCNICA

Ciclo de corte

25 - 35 anos

CLIMA IDEAL

1.200 mm a 2500 mm / 13ºC a 45ºC, clima tropical úmido, com verão chuvoso e inverno seco

Espaçamento ideal

3x3 a 4x2

TIPO

Exótica Asiatica

BIOMA

Florestas tropicais de monção

MERCADO

Nacional e exportação

Finalidades e usos

Recomendado para

Plantio Puro

Plantio Misto

Agrofloresta

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